OBESIDADE
Segundo
a organização mundial de saúde (OMS) o excesso de peso e obesidade é definidos como uma acumulação anormal ou
excessiva de gordura, que apresenta riscos para
a saúde.
A
obesidade é considerada uma doença
crônica, complexa e multifatorial, com um elevado impacto na qualidade
de vida dos indivíduos, sendo um distúrbio nutricional muito prevalente na
sociedade atual.
A
obesidade pode ser considerada, na maioria dos casos, como uma doença
multifatorial, que resulta de um balanço
energético positivo, ou seja, pelo consumo de calorias superior aquele
que é gasto pelo corpo, sendo o excesso de calorias armazenado pelo corpo sobre
a forma de gordura, podendo afetar a saúde da pessoa.
Existem
vários fatores que
podem promover o desenvolvimento da obesidade, sendo que entre os principais
fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade encontra-se uma
alimentação inadequada e o sedentarismo.
Entre
os principais fatores de risco para o desenvolvimento da obesidade podemos
destacar, por exemplo:
Ø alimentação
incorreta,
com um elevado consumo de alimentos calóricos ou um consumo de quantidades de
alimentos muito grandes;
Ø sedentarismo;
Ø patologias (doenças) – como por exemplo
síndrome de cushing e hipotireoidismo grave;
Ø medicação;
Ø genética;
Ø psicológicos – pode existir associada a casos
de distúrbios alimentares, como na ingestão compulsiva.
Para
avaliar o peso de uma pessoa e perceber se está com obesidade ou excesso de
peso, é utilizado um indicador, o IMC (índice de massa corporal).
O IMC pode ser calculado através da seguinte fórmula: peso (kg) / altura (m)2, ou seja, dividir o peso pela
altura ao quadrado.
Este indicador permite
avaliar o peso em função da altura da pessoa, sendo que em função do valor
obtido podemos classificar o peso em:
• Baixo
peso IMC < 18,5
• Peso
normal IMC 18,5 - 24,9
• Excesso
de peso IMC
25 - 29,9
• Obesidade IMC >30
• Obesidade
grau I (moderada) IMC
30-34,9
• Obesidade
grau II (severa) IMC
35-39,9
• Obesidade
grau III (mórbida) IMC
>40
Apesar
de o IMC ser uma ferramenta bastante prática e muito utilizada, só por si não
permite fazer um diagnóstico de
obesidade, isto porque apenas avalia o peso corporal da pessoa e não a
sua composição corporal, ou seja, a forma como esse peso está distribuído. Este
não avalia o peso em massa gorda (gordura corporal) ou em massa muscular, sendo
que, por exemplo, uma pessoa com muita massa muscular pode ter um IMC indicador
de excesso de peso sem ter excesso de massa gorda.
Riscos
da obesidade
A obesidade é um grande fator de risco para o desenvolvimento de doenças não
transmissíveis, que reduzem a qualidade de vida e aumentam a morbimortalidade,
tais como:
Ø Doenças cardiovasculares, como por
exemplo hipertensão
arterial e doença coronária isquémica;
Ø Doenças metabólicas e endócrinas, como
a diabetes mellitus
tipo 2, síndrome metabólica e dislipidemia;
Ø Doenças músculo-esqueléticas, como
osteoartrite;
Ø Doenças respiratórias, como a dispneia e
a apneia do
sono;
alguns tipos de cancro.
A
alimentação deve ser adaptada à pessoa, tendo em conta o seu estilo de vida,
ambiente familiar, assim como outros fatores individuais. Uma alimentação
adaptada não só às necessidades nutricionais, mas também a todos estes fatores
são essenciais para garantir uma boa adesão e consequente sucesso do plano
alimentar.

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