ESPORTE DE INVASÃO - BASQUETE COM CADEIRA DE RODAS
Praticado inicialmente por
ex-soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o
basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições já realizadas dos
Jogos Paralímpicos. No Brasil, a modalidade tem forte presença na história do
Movimento Paralímpico – foi a primeira modalidade adaptada praticada no país, a
partir de 1958, introduzida por Sérgio Del Grande e Robson Sampaio, que trouxeram
a modalidade para São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.
As
cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas
pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF).
No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquete
em Cadeira de Rodas (CBBC). No jogo, o jogador deve quicar, arremessar ou
passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a
altura da cesta obedecem ao padrão do basquete olímpico. São disputados quatro
quartos de 10 minutos cada.
Apesar
da popularidade no país, o Brasil ainda não conquistou medalhas na modalidade
em Jogos Paralímpicos. A estreia da Seleção masculina foi nos Jogos de
Heidelberg 1972, e, da feminina, em Atlanta 1996. As melhores colocações
brasileiras na modalidade foram o quinto lugar, no masculino, e o sétimo, no
feminino, obtidas no Rio 2016. A Seleção feminina também conquistou a medalha
de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, Toronto 2015 e de Guadalajara
2011.
Classificação
Quando se fala em esporte para
pessoas com deficiência física, como é o caso do basquetebol em cadeira de
rodas (BCR), a classificação funcional torna-se um procedimento fundamental
para uma competição mais justa e equilibrada. O sistema de Classificação
Funcional utilizado pelo BCR foi criado visando a valorizar as condições de
movimento do atleta e, ao mesmo tempo, dar oportunidade àqueles que possuem um
comprometimento significativo na mobilidade de terem um espaço garantido na
prática da modalidade em nível competitivo.
Na prática do esporte
convencional, encontramos critérios de classificação que visam a aproximar os
atletas segundo a sua condição motora e/ou biológica, como é o caso das
categorias por idade (ex.: infantil, juvenil, adulto ou master) e por sexo. No
esporte adaptado, diversas modalidades fazem uso de um sistema de
classificação, desenvolvido especificamente para a modalidade esportiva.
Na classificação funcional, os
atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor em uma escala de
1 a 4,5. Quanto maior a deficiência, menor a classe. A soma desses números na
equipe de cinco pessoas não pode ultrapassar 14. São disputados quatro quartos
de 10 minutos cada.
A classificação visa a
organizar os atletas em classes para que possam competir em condições de
paridade funcional, conseqüentemente a competição torna-se mais justa. Como
também objetiva permitir que atletas com maior comprometimento físico tenham
oportunidade de participar de competições, assim como atletas que apresentam um
menor grau de comprometimento. Mas, para tal, é fundamental que haja um sistema
de classificação eficiente e justo
Fatores
que determinam a classificação
Os principais fatores que
determinam a classe de um jogador são:
- 1)
função de tronco;
- 2)
Função dos membros inferiores;
- 3) Função dos membros superiores;
- 4) Função das mãos
O
novo sistema dividia os atletas em quatro classes e cada equipe poderia colocar
em quadra, somando as classes dos cinco atletas, um total de 14 pontos.
Para
jogadores que apresentam limitação nos membros superiores, alguns pontos devem
ser observados: Força; Alcance de movimento; Controle da bola; Capacidade de
arremesso; Controle da cadeira de rodas com o controle da bola e sem o controle
da bola; Capacidade para passar, driblar e receber uma bola com qualquer das
mãos; pegar a bola do chão em ambos os lados, sem apoiar na cadeira.
Padronização
Para
assegurar a competitividade, os atletas precisam usar cadeiras de rodas padronizadas.
É obrigatório obedecer ao diâmetro máximo dos pneus e a altura máxima do
assento e do apoio para os pés em relação ao chão. Se o jogador optar por usar
uma almofada no assento, ela não poderá ter mais de 10cm de espessura, exceto
nas classes 3.5, 4.0 e 4.5 (menor comprometimento). Nesses casos, a espessura
máxima é de 5cm. É permitido usar faixas para prender as pernas juntas ou fixar
o atleta na cadeira. Todas as normas são conferidas pelos árbitros no início da
partida.
As cadeiras de
rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas
regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). O
jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na
cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta seguem o padrão do basquete
olímpico.
BENEFÍCIOS
ADQUIRIDOS PELO ATLETA COM DEFICIÊNCIA
PELA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA
Além de estimular a autonomia e a
independência, bem como prevenir doenças secundárias, a prática da atividade
física pode resultar nos seguintes benefícios:
Nível Motor
Desenvolve: Velocidade Agilidade Força
Equilíbrio Coordenação Ritmo Flexibilidade Capacidades cardiorrespiratórias
(aeróbia e anaeróbia).
Nível Cognitivo
Desenvolve:
Raciocínio Atenção Melhora a percepção espaço-temporal aumenta o poder de
concentração
Nível Afetivo
Favorece: Sociabilização Espírito de luta
Controle da ansiedade Autoestima




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