domingo, 12 de abril de 2026

ASSUNTO V - ESPORTE DE INVASÃO - BASQUETE COM CADEIRA DE RODAS - I ETAPA 2026

 ESPORTE DE INVASÃO - BASQUETE COM CADEIRA DE RODAS 



Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições já realizadas dos Jogos Paralímpicos. No Brasil, a modalidade tem forte presença na história do Movimento Paralímpico – foi a primeira modalidade adaptada praticada no país, a partir de 1958, introduzida por Sérgio Del Grande e Robson Sampaio, que trouxeram a modalidade para São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.

As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC). No jogo, o jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta obedecem ao padrão do basquete olímpico. São disputados quatro quartos de 10 minutos cada.

Apesar da popularidade no país, o Brasil ainda não conquistou medalhas na modalidade em Jogos Paralímpicos. A estreia da Seleção masculina foi nos Jogos de Heidelberg 1972, e, da feminina, em Atlanta 1996. As melhores colocações brasileiras na modalidade foram o quinto lugar, no masculino, e o sétimo, no feminino, obtidas no Rio 2016. A Seleção feminina também conquistou a medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, Toronto 2015 e de Guadalajara 2011.

 

Classificação

Quando se fala em esporte para pessoas com deficiência física, como é o caso do basquetebol em cadeira de rodas (BCR), a classificação funcional torna-se um procedimento fundamental para uma competição mais justa e equilibrada. O sistema de Classificação Funcional utilizado pelo BCR foi criado visando a valorizar as condições de movimento do atleta e, ao mesmo tempo, dar oportunidade àqueles que possuem um comprometimento significativo na mobilidade de terem um espaço garantido na prática da modalidade em nível competitivo.

Na prática do esporte convencional, encontramos critérios de classificação que visam a aproximar os atletas segundo a sua condição motora e/ou biológica, como é o caso das categorias por idade (ex.: infantil, juvenil, adulto ou master) e por sexo. No esporte adaptado, diversas modalidades fazem uso de um sistema de classificação, desenvolvido especificamente para a modalidade esportiva.

Na classificação funcional, os atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor em uma escala de 1 a 4,5. Quanto maior a deficiência, menor a classe. A soma desses números na equipe de cinco pessoas não pode ultrapassar 14. São disputados quatro quartos de 10 minutos cada.

A classificação visa a organizar os atletas em classes para que possam competir em condições de paridade funcional, conseqüentemente a competição torna-se mais justa. Como também objetiva permitir que atletas com maior comprometimento físico tenham oportunidade de participar de competições, assim como atletas que apresentam um menor grau de comprometimento. Mas, para tal, é fundamental que haja um sistema de classificação eficiente e justo

Fatores que determinam a classificação

 

Os principais fatores que determinam a classe de um jogador são:

  •  1) função de tronco;
  •  2) Função dos membros inferiores;
  • 3) Função dos membros superiores;
  •  4) Função das mãos

O novo sistema dividia os atletas em quatro classes e cada equipe poderia colocar em quadra, somando as classes dos cinco atletas, um total de 14 pontos.

Para jogadores que apresentam limitação nos membros superiores, alguns pontos devem ser observados: Força; Alcance de movimento; Controle da bola; Capacidade de arremesso; Controle da cadeira de rodas com o controle da bola e sem o controle da bola; Capacidade para passar, driblar e receber uma bola com qualquer das mãos; pegar a bola do chão em ambos os lados, sem apoiar na cadeira.

Padronização

Para assegurar a competitividade, os atletas precisam usar cadeiras de rodas padronizadas. É obrigatório obedecer ao diâmetro máximo dos pneus e a altura máxima do assento e do apoio para os pés em relação ao chão. Se o jogador optar por usar uma almofada no assento, ela não poderá ter mais de 10cm de espessura, exceto nas classes 3.5, 4.0 e 4.5 (menor comprometimento). Nesses casos, a espessura máxima é de 5cm. É permitido usar faixas para prender as pernas juntas ou fixar o atleta na cadeira. Todas as normas são conferidas pelos árbitros no início da partida.

As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta seguem o padrão do basquete olímpico.

BENEFÍCIOS ADQUIRIDOS PELO ATLETA  COM DEFICIÊNCIA PELA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA

 Além de estimular a autonomia e a independência, bem como prevenir doenças secundárias, a prática da atividade física pode resultar nos seguintes benefícios:

Nível Motor

 Desenvolve: Velocidade Agilidade Força Equilíbrio Coordenação Ritmo Flexibilidade Capacidades cardiorrespiratórias (aeróbia e anaeróbia).

Nível Cognitivo

Desenvolve: Raciocínio Atenção Melhora a percepção espaço-temporal aumenta o poder de concentração

Nível Afetivo

 Favorece: Sociabilização Espírito de luta Controle da ansiedade Autoestima





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